Com novo reajuste confirmado, turistas e moradores questionam o destino dos milhões arrecadados, apontando precariedade no cais, falta de lixeiras e insegurança nas travessias.
Por: Redação Info Tancredo
Visitar o paradisíaco Morro de São Paulo, no baixo sul da Bahia, está ficando cada vez mais caro. A TUPA (Tarifa por Uso do Patrimônio do Arquipélago), taxa obrigatória para quem desembarca na ilha, acaba de sofrer um novo reajuste. Se até junho o valor era de R$ 70,00, a partir de 1º de julho de 2026, o turista terá que desembolsar R$ 90,00 por pessoa.
A medida, aprovada pela Câmara Municipal de Cairu, não agradou a todos. Embora a prefeitura justifique que o dinheiro é essencial para manter a preservação ambiental e a infraestrutura, um movimento de moradores, comerciantes e turistas já organiza abaixo-assinados contra os aumentos sucessivos.
O Outro Lado: Os Pontos Negativos da Taxa
Apesar da arrecadação milionária — que ultrapassou os R$ 10 milhões só no último ano —, quem frequenta a ilha aponta que o investimento não é visível em áreas críticas. Confira os principais pontos de reclamação:
Infraestrutura do Cais: Turistas relatam longas filas sob o sol, falta de cobertura adequada e desorganização no desembarque. O píer principal é considerado antigo e insuficiente para o fluxo atual.
Abandono de Áreas Periféricas: Enquanto a "vila principal" recebe atenção, bairros como Mangaba, Gamboa e Zimbo sofrem com falta de saneamento, iluminação precária e lixo acumulado.
Segurança nas Travessias: Uma das maiores queixas recai sobre o transporte marítimo entre Valença e o Morro. Relatos de barcos superlotados e falta de fiscalização rigorosa geram um sentimento de insegurança em quem paga a taxa.
Serviços Básicos Ausentes: A ausência de uma brigada fixa do Corpo de Bombeiros e a falta de lixeiras em praias mais afastadas são apontadas como provas de que a "taxa de preservação" não está cumprindo seu papel integralmente.
Para onde vai o dinheiro?
Em nota, a Prefeitura de Cairu defende que a TUPA é fundamental para o turismo sustentável. Segundo a gestão, na alta temporada são geradas mais de 25 toneladas de lixo por dia, e o custo para retirar esse resíduo da ilha é altíssimo. Além disso, 2% da arrecadação é destinada obrigatoriamente ao Fundo Municipal de Turismo para políticas de longo prazo.
Quem tem direito à isenção?
Apesar das polêmicas, as regras de gratuidade continuam valendo para:
* Crianças menores de 5 anos;
* Idosos com mais de 60 anos;
* Pessoas com deficiência e estudantes (pagam meia-entrada).
E você, o que acha desse aumento? Acredita que o valor de R$ 90,00 é justo pela experiência na ilha ou a taxa está virando apenas um "pedágio" sem retorno? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe esta matéria!
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