Foto: Agência Brasil / Rovena Rosa.
Brasília — O requerimento que propõe a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master já reúne o número mínimo de assinaturas necessárias para ser formalmente protocolado no Congresso Nacional. O documento, liderado pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ), conta com 198 deputados e 34 senadores, totalizando 232 parlamentares que aderiram à proposta até o momento. A abertura da CPMI não acontece de forma automática; ela depende da leitura do requerimento em sessão conjunta do Congresso pelo senador Davi Alcolumbre (União-AP), o que oficializa o início dos trabalhos da comissão. ([O Dia][1])
O objetivo declarado no pedido de investigação é apurar fraudes financeiras atribuídas ao Banco Master, cuja estimativa ultrapassa R$ 12,2 bilhões, conforme descrito no próprio texto do requerimento. Além disso, o documento aponta para a necessidade de esclarecer a tentativa de transferência desses passivos para instituições financeiras públicas ou de controle estatal, com destaque para o Banco Regional de Brasília (BRB). ([O Dia][1])
O requerimento também amplia o escopo da investigação para incluir a possível participação, omissão ou interferência de autoridades públicas e membros de órgãos reguladores, além de eventuais conexões entre gestores privados e agentes públicos. Entre as menções estão contratos e interlocuções que, segundo o documento, merecem ser examinados por uma instância parlamentar. ([O Dia][1])
Os autores do pedido defendem que, embora existam investigações criminais em andamento sobre o caso, elas não abrangem integralmente as responsabilidades políticas, as falhas sistêmicas de regulação e supervisão, e os impactos econômicos de alcance nacional. Para eles, uma CPMI é necessária para preencher essas lacunas, fornecer transparência institucional e propor aperfeiçoamentos legislativos que possam prevenir ocorrências semelhantes no futuro. ([SBA1][2])
Ainda não há data definida para a leitura do requerimento em sessão do Congresso. A expectativa entre parlamentares é que esse procedimento ocorra nas primeiras semanas de trabalho legislativo em 2026, com a sessão legislativa prevista para começar no início de fevereiro. ([Diário Induscom][3])
Analistas políticos acompanham com atenção o processo de tramitação da CPMI, observando que a investigação poderá desencadear debates mais amplos sobre a atuação de órgãos reguladores, a supervisão do sistema financeiro nacional e possíveis reformas legais para evitar fraudes de grande magnitude no futuro. ([Portal de notícias Brasil em Folhas][4])

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