Valem pouco?! Dados do Jair Bolsonaro e de ministros do STF são vendidos na internet



O vazamento de dados que foi reportado no final de janeiro, e acabou comprometendo mais de 223 milhões de brasileiros, chegou ao topo do poder nacional, tendo diversos políticos entes os que foram afetados, e isso deu origem a uma comercialização inesperada na internet dessas informações.

Recentemente foram encontrados dados do Presidente da República Jair Bolsonaro, bem como de onze ministros que compõem o STF (Supremo Tribunal Federal), presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado sendo vendidos online por preços que, pelo escalão dos citados, é considerado baixo.

A informação tem como base um rastreamento feito pela empresa de segurança Syhunt, onde foi constatador que, entre os milhões de documentos que haviam sido expostos, estavam os dos políticos. Estes, no entanto, estão sendo constantemente ofertados por hackers que, por cobrarem valores baixos, podem causar danos inimagináveis para a segurança nacional.

Este novo registro de vazamento se unifica a outros três, onde hackers invadiram o sistema do TSE durante o primeiro turno das Eleições 2020, e isso acabou gerando instabilidade na hora de fazer uso do app e-Título, bem como no SUS, onde 240 milhões de dados de brasileiros foram expostos e o mais recente, que afetou somente moradores de Santa Catarina, mostrava informações sigilosas a respeito de quem era multado, diretamente no sistema do Detran.

Neste caso mais recente, no entanto, os dados que estão em poder dos hackers são subdivididos em 37 categorias diferentes, permitindo que o usuário possa escolher entre: básico simples, básico completo, e-mail, telefone, telefone, endereço, Mosaic, ocupação, score de crédito, registro geral, título de eleitor, escolaridade, empresarial, Receita Federal, classe social, estado civil, emprego, afinidade, modelo analítico, poder aquisitivo, fotos de rostos, servidores públicos, cheques sem fundos, devedores, Bolsa Família, universitários, conselhos, domicílios, vínculos, LinkedIn, salário, renda, óbitos, IRPF, INSS, FGTS, CNS, NIS e PIS.

Algo que torna ainda mais perigoso é o fato de, além de informações pessoais em forma de números e o nome completo, os bancos de dados possuem fotos das pessoas, que foram registradas entre 2012 e 2020. Os pacotes possuem o preço mínimo de US$ 500 (~R$ 2.716), tendo um limite máximo de 10 pacotes diferentes por pessoa física, não permitindo assim que um só tenha acesso às 37 categorias.

Sendo assim, não é possível ter em mãos todos os dados do presidentes e dos ministros, já que existem 20 categorias em que Jair Bosolnaro é listado, incluindo a Receita Federal, enquanto Ricardo Lewandowski, ministro do STF, está em 26, Rodrigo Maia em 15 e Davi Alcolumbre em 16.

Ainda não dá para mensurar o tamanho do estrago que esse vazamento pode fazer aos Brasileiros, já que existem muitas informações que podem ser usadas para criação de identidades falsas para ações criminosas graves. Então, só resta esperar para saber o que o governo vai fazer a respeito disso.

(Tudo celular)
  

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